Carolina Braga ressalta que neste período de confinamento deve ser priorizado o consumo de frutas Carla Cleto
Isolamento social, quarentena e preocupação constante com a disseminação do vírus da Covid-19. Em frente à TV, laptop ou smartphone, muitas vezes, a alimentação tem sido o refúgio para várias pessoas, mas, é preciso ficar atento. A nutricionista do Hospital Geral do Estado (HGE), Carolina Braga, alerta que a diminuição na ingestão de alimentos saudáveis pode enfraquecer o sistema imunológico, além de aumentar o excesso de peso e comorbidades.

Ela orientou que, mesmo em meio a mudanças na rotina, a conservação dos hábitos alimentares saudáveis não deve ser esquecida. “Estamos vivendo um período difícil, onde nossa saúde mental está fragilizada e boa parte da população encontra-se em casa, alimentando-se de uma forma bastante inadequada. Precisamos manter uma alimentação balanceada para que nosso sistema imunológico não sofra nenhuma queda”, ressaltou.

Segundo a nutricionista, a alimentação pode contribuir para fortalecer a imunidade. “O ideal é dar preferência a alimentos fontes de vitamina C e ômega 3, aumentando, assim, a resistência do nosso organismo e fazendo-o trabalhar ainda melhor, em conjunto, com a produção de vitamina D. Apesar de estarmos em casa, não podemos esquecer do banho de sol. 15 a 20 minutos por dia já são suficientes e é a melhor forma de absorção da vitamina no organismo”, ressaltou.

Especiarias – O uso de especiarias como aipo, cebola, alho, gengibre, açafrão também fortalecem o sistema imunológico, agindo em conjunto com a alimentação. “Eu sempre sugiro um shot matinal (dois ou três dedos do líquido), que vem sendo muito recomendado e inclui o própolis vermelho (10 a 15 gotas), espremido com limão. Ele contém compostos capazes de regular nosso sistema imunológico, além de ser um antibacteriano e um antiviral, que fortalece ainda mais a resposta imune do corpo e pode ser utilizado todas as manhãs”, acrescentou a nutricionista do HGE.

Sobre suplementação alimentar, a nutricionista alertou que só devem ser anexadas à alimentação, nos casos de grupos de riscos, pessoas idosas, hipertensas e diabéticas. Pessoas saudáveis, que mantêm uma alimentação regular não necessitam.

“Mais indicado para o fortalecimento do sistema imunológico, tanto para o grupo de risco como para as pessoas saudáveis, é a ingestão de alimentos antioxidantes e antiinflamatórios. Também é importante a ingestão de probióticos e prebióticos que podem ser utilizados em todas as faixas etárias”, ressaltou Carolina Braga.

Ela explicou que probióticos e prebióticos são bactérias benéficas que vivem no intestino e melhoram a saúde geral do organismo, trazendo vários benefícios, inclusive facilitando a digestão e absorção de nutrientes, como também fortalecendo o sistema imunológico. “As fontes são vegetais e legumes (250 gramas, duas a três xícaras) no almoço e jantar, biomassa da banana verde, kefir, chucrute, aveia, cogumelos e alimentos ricos em fibras”, exemplificou a nutricionista do HGE, ao recomendar manter o sono diário, entre 7 e 8 horas por dia, deitando-se sempre no mesmo horário e evitando horários descompensados.

Baixo Consumo – Os alimentos que devem ser excluídos ou consumidos o mínimo possível, segundo Carolina Braga, são os doces, as guloseimas e as frituras, “pois eles servem de combustível para as células ruins do corpo. É relevante aproveitar o tempo que se está mais em casa para testar receitas caseiras saudáveis. Também se pode espaçar mais as refeições, diminuindo as quantidades e os horários, comendo de duas em duas horas para evitar o sobrepeso”, sugeriu.

Por Ascom Agência Alagoas