O estado de Alagoas deverá receber nos próximos dias R$ 600 milhões do Governo Federal para o combate ao novo coronavírus (Covid-19). O valor equivale a 1% dos R$ 60 bilhões destinados pela União para os estados. A informação é do governador Renan Filho (MDB) que participou, nesta quinta-feira (21), de uma conferência junto a outros governadores com o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido).

Na reunião virtual com os 27 governadores que ocorreu em clima de harmonia, depois de atritos nos últimos dias – o presidente da República vem criticando as medidas tomadas pelos governadores desde o início da crise da saúde – Bolsonaro confirmou que vai sancionar com vetos, o projeto que concede ajuda do governo federal aos estados e municípios brasileiros.  Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) também participaram do encontro.

Um dos vetos se refere ao congelamento de reajustes na remuneração de servidores públicos até o fim de 2021. O presidente vai incluir todas as categorias de servidores públicos no congelamento de salário por 18 meses para municípios, estados e União.

Questionado pela reportagem da Tribuna Independente se cederia ao pedido de Bolsonaro para o congelamento salarial de servidores, Renan Filho ressaltou que o que disse é que nesse momento de queda dura de arrecadação e do PIB, o desafio é pagar salários em dia.

“A prerrogativa de veto é do presidente. Mas os governadores declararam na reunião, por maioria, que se o presidente vetar será apoiado”, pontuou Renan Filho.

Ao todo, o Congresso aprovou um pacote de aproximadamente R$ 125 bilhões de auxílio aos governadores e prefeitos. No entanto, dos R$ 125 bilhões do pacote, R$ 60 bilhões são de repasses diretos ao caixa dos governos regionais, que pedem ao presidente a sansão imediata da matéria aprovada no último dia 06.

SALÁRIOS CONGELADOS

Anda durante a reunião, o presidente pediu consenso em torno da manutenção dos vetos que pretende fazer ao projeto. Um dos trechos que o presidente já disse que vai vetar permitia reajuste a servidores no período da pandemia. O congelamento de salários era uma contrapartida pedida pelo governo, mas o texto foi modificado no Congresso.

“A cota de sacrifício dos servidores, pela proposta que está aqui, é não ter reajuste até 31 de dezembro do ano que vem”, completou o presidente.

Ao lado de Bolsonaro, no Palácio do Planalto, estavam os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. Os dois reforçaram a importância da ajuda aos estados e pediram união entre o governo federal e os estaduais no combate ao coronavírus.

No pronunciamento de todas as autoridades houve pedido de união e defesa do trabalho conjunto entre os poderes para enfrentamento da pandemia.

Recursos serão direcionados para o combate à pandemia de covid-19 e foram aprovados pelo Congresso Nacional

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa.