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Nobel da Paz 2018 vai para ativistas que lutam contra violência sexual

Nobel da Paz 2018 vai para ativistas que lutam contra violência sexual

Nomes do Médico Denis Mukwege e de Nadia Murad foram anunciados nesta sexta-feira


 A ex-escrava sexual do Estado Islâmico Nadia Murad e o médico Denis Mukwege ganharam o Prêmio Nobel da Paz 2018 por seus esforços para acabar com o uso da violência sexual como arma de guerra e conflito armado. O anúncio dos vencedores foi feito na manhã desta sexta-feira (5), em Oslo, na Noruega. O prêmio é de 9 milhões de coroas suecas (cerca de 1 milhão de dólares) e será entregue numa cerimônia em Oslo em 10 de dezembro. 

O ginecologista Denis Mukwege, de 63 anos, passou grande parte de sua vida adulta ajudando as vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo e lutando por seus direitos. Ele e sua equipe trataram cerca de 30 mil vítimas desses ataques, desenvolvendo grande experiência no tratamento de lesões sexuais graves.

Conhecido como "doutor milagre", ele é um crítico feroz do abuso de mulheres durante guerras e descreveu o estupro como uma "arma de destruição em massa".

Nadia Murad, de 25 anos, se tornou uma ativista dos direitos humanos yazidis após sobreviver a três meses de escravidão sexual imposta por integrantes do Estado Islâmico no Iraque.

Após escapar dos terroristas, em 2014, ela liderou uma campanha para impedir o tráfico de seres humanos e libertar o grupo étnico-religioso yazidis, que é composto por cerca de 400 mil pessoas. As crenças desse grupo misturam componentes de várias religiões antigas do Oriente Médio.

Estima-se que 3 mil garotas e mulheres yazidis foram vítimas de estupro e outros abusos por parte dos extremistas no Iraque. A violência sexual foi sistemática e fazia parte de uma estratégia militar empregada pelos terroristas contra minorias religiosas.

A presidente do comitê norueguês do Nobel, Berit Reiss-Andersen, afirmou que edição deste ano do Nobel pretende enviar a mensagem de que "as mulheres, que constituem a metade da população, são usadas como armas de guerra e precisam de proteção; e que os responsáveis devem ser responsabilizados e processados por suas ações".

Pro: Gazeta de alagoas.

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